segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Sombra Estática Das Suas Asas


As horas vermelhas do meu dia são as que visto tua falta; 24 horas marcadas por um relógio quebrado e desentendido de tempo.
O meu relógio diz que não tenho tempo pra nada, dentro do tempo que tenho para tudo.
Uma reação química mal equilibrada, branco no preto; preto no vermelho; café no leite; apatidão!
Minhas inverdades são o meu não sentir, pura farsa.
Concertando cenas na arte absurda do improviso, re-imaginando, imaginando sempre te encontro porque és personagem permanente de minhas cirações.
Eu sendo 8 você 80,  permanecemos imutáveis.
Antonimo de mim dentro de tantas igualdades, me moldando como a uma colcha de retalhos, costurando teus pedaços em mim.
Me deixando ébria de tuas cores mutantes, tornando agradáveis minhas palavras e doces como as frutas de vez temporanas.
Sendo minha música, minhas vestes, meu alimento, me dando de beber e sendo meu oásis no meio desse deserto de almas.
Méus pés se mantem dançando por toda a vida apenas pelo teu riso discreto e silencioso.
Partindo de dentro de mim, deixei-me fugir para dentro de ti, onde fiz morada.
Me ergo contra nós, nos desmonto, nos refaço num novo tempo, onde permaneço a sombra de teus dias e de teu ir e vir.
Estática e dinâmica, é só isso e nada mais.

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