terça-feira, 15 de novembro de 2011

Duas Vogais


Controle, auto-controle, descontrole.
Sou eu o que sou ou apenas o que quero tornar-me ?
Não seria eu apenas uma fonte transbordante de algo mais, algo que vem do fundo ou quem sabe de um outro planeta ?
Não sei!
Sem olhos, cor ou perfume, nada entendo, nada sinto.
As coisas que gosto trato com carinho, coloco numa redoma, são lindas e puras, mas estão distantes.
São mundos, cuidados e saudades.
Não gosto de exibir-me, me fecho em mim.
Minhas mãos estão cruzadas sobre meu peito para proibir de transbordar a minha essência.
Não gosto de belezas desvendáveis, abertas ao mundo me fascina o mistério.
O que realmente sou guardo num canto qualquer, mantenho no mais obscuro de mim mesma.
Meu coração, dessa forma, se diz indevassado.
Desculpem-me  os ventos calmos, mas o que me apaixona são as brisas sem respeito.

Nenhum comentário: