Controle, auto-controle, descontrole.Sou eu o que sou ou apenas o que quero tornar-me ?Não seria eu apenas uma fonte transbordante de algo mais, algo que vem do fundo ou quem sabe de um outro planeta ?Não sei!Sem olhos, cor ou perfume, nada entendo, nada sinto.As coisas que gosto trato com carinho, coloco numa redoma, são lindas e puras, mas estão distantes.São mundos, cuidados e saudades.Não gosto de exibir-me, me fecho em mim.Minhas mãos estão cruzadas sobre meu peito para proibir de transbordar a minha essência.Não gosto de belezas desvendáveis, abertas ao mundo me fascina o mistério.O que realmente sou guardo num canto qualquer, mantenho no mais obscuro de mim mesma.Meu coração, dessa forma, se diz indevassado.Desculpem-me os ventos calmos, mas o que me apaixona são as brisas sem respeito.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Duas Vogais
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