Confiando em minhas fraquezas, fazendo dessas palavras borradas e tortas o meu desabafo.Meu interior grita no mais profundo dos silêncio um pedido de socorro!Estava errada, na minha certeza de início, nunca tenho certeza de nada,é o que ela sempre diz.Pareço um pouco nervosa fazendo essa afirmação, não nego.Me traí, eu sei e reconheço que vez em quando de nada me servem meus mal feitos, só tenho satisfação com as minhas obras realizadas e talvez isso também seja mentira.Apenas para quem equivocadamente sempre diz suas verdades, e que eu escrevo.Minha voz é falha. Meu silêncio e minhas palavras também.Fascinante e imprevisível, a vida não passa de um delírio poético.Existe algo dormindo dentro de mim agora, algo imenso, em sono profundo.Faz frio nessa madrugada, sopro ar quente para aquecer as mãos; Gostaria de aquecer também o coração porque é selvagem o gelo que sinto no peito.Queria um gole do café dela, ou apenas um cigarro e o meu eterno vazio.Minhas palavras são mudas e telepáticas, minha culpa também, tão faceira que mal percebo sua existência e quando percebo já se faz tarde.A minha culpa gosta de ser gota na tempestade dos copos D'águas.O signo que eu sempre tento ler e ser não passa do impossível em mim, e minhas palavras já se fazem demasiadamente inúteis e sem sentido.Minha dor está forçando o telhado, tentando derrubar a porta e escalar em vão as paredes da varanda do meu corpo, as lágrimas não caem.Me assino: Sem nome e afirmo ontem é apenas passado pra mim.Enquanto não me chega o sono, percebo que morri.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Enquanto Não Chegar O Sono
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