segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Enquanto Não Chegar O Sono

Confiando em minhas fraquezas, fazendo dessas palavras borradas e tortas o meu desabafo.
Meu interior grita no mais profundo dos silêncio um pedido de socorro!
Estava errada, na minha certeza de início, nunca tenho certeza de nada,é o que ela sempre diz.
Pareço um pouco nervosa fazendo essa afirmação, não nego.
Me traí, eu sei e reconheço que vez em quando de nada me servem meus mal feitos, só tenho satisfação com as minhas obras realizadas e talvez isso também seja mentira.
Apenas para quem equivocadamente sempre diz suas verdades, e que eu escrevo.
Minha voz é falha. Meu silêncio e minhas palavras também.
Fascinante e imprevisível, a vida não passa de um delírio poético.
Existe algo dormindo dentro de mim agora, algo imenso, em sono profundo.
Faz frio nessa madrugada,  sopro ar quente para aquecer as mãos; Gostaria de aquecer também o coração porque é selvagem o gelo que sinto no peito.
Queria um gole do café dela, ou apenas um cigarro e o meu eterno vazio.
Minhas palavras são mudas e telepáticas, minha culpa também, tão faceira que mal percebo sua existência e quando percebo já se faz tarde.
A minha culpa gosta de ser gota na tempestade dos copos D'águas.
O signo que eu sempre tento ler e ser não passa do impossível em mim, e minhas palavras já se fazem demasiadamente inúteis e sem sentido.
Minha dor está forçando o telhado, tentando derrubar a porta e escalar em vão as paredes da varanda do meu corpo, as lágrimas não caem.
Me assino: Sem nome e afirmo ontem é apenas passado pra mim.
Enquanto não me chega o sono, percebo que morri.

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