Por você eu me contorço todo.
É uma agonia estar tão quente perto de você tão gelada, minha dama vermelhosa.
Eu não sei pensar, eu não sei se estou ferido ou enganado.
Eu me pus a escrever porque falar não alimentava minha dor .
E minha sofreguidão estampada na cara de ser humano, jogava naquele instante todos os controles no chão, e em meu pulso azul, corria aquele sangue vermelho , vermelho de chorar, de chorar minha dor, de quebra a garrafa de mediocridade de um sentimento lido em outra língua, e se a minha alma fosse mesmo esse deserto de almas como aquele besouro que pousa em mim e me faz adormece, e dormente minha cabeça batia naquela parede, que tinha um gato que ria, e ria, e ria, e eu pensava naquele copo uou de bêbado do menino que ventilava o que tinha na alma que escrevia, e escrevia , e escrevia como se isso fosse a última opção dentro daquele colchão que estava no quarto, e a solidão que estava deitada nas perguntas que o menino falava.
E aquele menino via agora o mundo da varanda, em um banco e ficava confuso.
Se pos a dançar , um a dança na qual a lua era seu par, e as estrelas serviam de platéia.
Mas no canto daquele menino não tinha papel, e no espelho de seu volto encontrar exatamente aquele que se chamara felicidade, fora buscar no quarto o que já havia em si.
E de imediato se reconheceram naquele minuto, e no fim da décima garrafa jogou no copo e se entregou a pia.
Embora jovem não tinha menos que vinte.
E pensou naquele cigarro chamado saudade que soprava aquele conto mentiroso e pos se a escrever no pulso de poeta fingidor.
O cigarro se apagara e numa complicação onde jogava as palavras em seus joelhos onde sem nome, escrevia palavras azuis, onde olhava e não entendia nada.
E como quem quase mata um gato, o menino bêbado falava dos poetas e de como tudo vezenquando se torna estranho.
Assim mesmo bebia e qualquer líquido agora seria suficiente, qualquer que fosse ele, e qualquer detalhe no deserto de almas seria suas referências.
Mas qual eram suas referencias ? os atros? eles seriam sua referência e segundo a menina que escrevia a história, a mulher era sempre uma cachoeira as avessas e então como colar tudo isso, não estando bêbado?
E o cigarro, está em cinzas está na bunda da garota que gritara agora a mordida de uma puta que derramara a bebida no colchão e também nos cabelos e nas marcas de mordidas pelo seu corpo.
A felicidade era quente e toda poesia era mentira e nunca financiara nada do que fosse a dois.
O menino gostava dos opostos.
A gata que quase foi morta tentava entender a poesia maluca e prestava atenção nas mentiras que eram ditas em tons de verdades.
Havia empolgação no ar e o menino andava pelo mundo sem ao menos sair de seu colchão.
As cores se misturavam na cabeça do menino que leu nada e nunca juntou palavras sem sentido; Palavras que se confundiam as cabeças das putas.
A vida se acabava em um minuto, mas nada disso era verdade, o fim estava apenas começando.
Era o fim do sofrimento que se passava, se passava apenas no início e que agora não passava de confusão.
Nem o menino e nem as putas conseguiam mais definir o que era sol do que era noite, separavam apenas seus sexos.
Sexos opostos, dentro de tantas igualdades.
O menino nada podia fazer para deter o sono enquanto as putas enlouqueciam em meio as suas loucuras bifurcadas.
O menino não dormia, apenas pensava e por isso estava solitário novamente.
O menino se ia, ia pra longe com seus pensamentos.
Pensava na gata quase morta, nas estrelas elétricas, nas velas e na chama que queimava seu corpo como lenha numa lareira.
Estava quase coberto, mas nada disso realmente fazia sentido.
As putas, o menino, a gata quase morta, gritavam em silêncio, gritavam e não sabia, nem ouviam.
Eles se moviam e destruiam o pouco de lucidez que ainda tinham.
A partir desse dia, no meio de uma noite escura, nem o garoto, nem as putas, nem a gata quase morta seriam os mesmo; Estariam sempre distantes, mesmo estando perto, tão pero que já estavam um dentro do outro.
Eram um só agora.
Um menino que agora era uma puta, e as putas que agora eram um garoto solitário e uma dose dupla descia pela garganta dele, ou delas que agora eram um só.
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