Não me invada com olhares.
Não tires de mim o direito de ter um silêncio que grita.Escrevo agora numa folha suja, meus escritos são sujos e cheios de subjetividade.Palavras ditas não me surte mais efeitos.Não tire de mim o direito de possuir magoas infindas, que me abrem, me partem ao meio, me estiram em pedaços pelo chão do quarto.Me deixe escapar, fugir de você, respirar e viver de poesia.Me deixe viver dos meus escritos manchados de ópio.Por hoje, feche a porta de seu quarto pra mim, diga-me que a luz fraca apenas guarda um enorme vazio.Faça-me rir com seus discursos banais, faça-me implorar por perdões logo em seguida.Talvez eu faça isso, talvez não.Talvez outra hora.Outra hora, talvez, eu queira invadir tua casa, tua rua e o teu corpo.Embriagada e cega eu sinto vontade de lhe dizer coisas, nem sempre tão boas.E o que pensaria você, ao escutar, presenciar os meus devaneios todos ? e se eu te perguntasse em qual dos dois lados você quer ficar, do meu ou do seu ?Cala-te, e deixa que eu respondo por ti.Fica do teu lado, esse lado marginal do amor não te serve, e esse meu amor banal tu podes encontrar um igual em cada esquina.Eu já não gosto mais do gasto.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Maybe
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Um comentário:
Lindo, lindo, lindo (...)
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