domingo, 30 de outubro de 2011

Um Pedido de Desculpa.

Minha doce hóspede, vim desculpar-me pelo mar, que fica enfrente a janela do teu quarto, no meu coração, estar um tanto agitado. O motivo ? estou tendo que me cortar em mil pedaços pra me descobrir inteira novamente; Estou tendo que tentar calar meu silêncio que grita ao vento, os segredos que eu escrevi no diário da alma, e que so tu, minha queria, podes ler; Tentando entender as histórias que andam sendo contadas nas entrelinhas, identificar a realidade das coisas, lembrar em qual bolso eu guardei meus sonhos e meus afetos. Desculpe-me se com toda essa desordem acabo por desestabilizar tua paz, desculpe-me se a maré ficar muito alta e as gotas de água -que estão mais salgadas que rotineiramente- te fizerem chorar. Te pesso, minha querida, que não te aflinjas nem te zangues com as tempestades noturnas, tenhas um pouco mais de paciência comigo, logo eu me farei calma novamente.

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