quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dela


Ela chegou com um encantamento profano, me prometeu os jardins do éden, me mostrou a facilidade de promover milagres em meio as tempestades e sem meias desculpas eu já entregava tudo o que havia em mim, até o eu ainda não possuía pra saciar a fome dela.
Ela chegou, pincelada de paisagens fugazes, quase irreais, ofuscando qualquer peso que a realidade um dia teve.
Ela chegou e como o voo de qualquer pássaro selvagem, foi certeiro, e me atingiu em cheio de um lado a outro do coração.
Ela chegou plantando flores em meu sorriso, agora, aqui é sempre primavera e em minha vida ecoa sempre a canção de paz que um dia ela me ensinou.
Ela detém um estranho dominio sobre mim e também sobre a minha parte que ainda treme quando pensa em perde-la.
Nós meus voos mirabolantes, ela é terra firme.
Ela sabe dos meu gosto pelas curvas perigosas e do meu desprezo pelas estradas retas.
Quero a sorte de segurar as mãos dela no fim dos dias, e dançar no silêncio das suas dúvidas.
Quero fazer da vida dela um eterno carnaval, singelo e delicado com fantasias coloridas e rostos pintados de alegria.
Dela, eu entendo os olhos, e a linguagem do silêncio.
Ela, eu entendo até quando não faz sentido.
Ela, que sabe me tocar a carne, a alma e o senti.
Dela eu quero tudo, eu quero o todo, quero os segredos, os mistérios.
Na possibilidade do amor, vivemos assim.
Como fogo, ela me consome, e eu apenas me deixo queimar.

Um comentário:

10 minutos para Insanidade. disse...
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