Um índia sem colar, sem cocar nem pituras apenas 3 sussurros no ouvido.Ela era movida por um falso sinal, um que nunca esteve ali realmente, tinha muitas faces e um único rosto cru.Sofria golpes, dos que se arrastavam no tempo e se afogava sempre no amplo mar dos silêncios.Vezenquando pensava ter vindo de algum corpo celeste que cheirasse a tempestades!Estava sempre muito longe e buscava um rumo inexistente, como uma oceania perdida, uma atlântida particular.Passeava lentamento os olhos sobre o branco que se pintava sozinho no azul e pensava em agradecimentos.Ela pensava em agradecer aos poucos que conviviam e aceitavam seus 'ais' .Nunca o fez.Olhava sempre o seu relógio de pulso, aquele que marcava sempre o tempo passado.Ouviu um trovão, 'o festejo de um encontro' pensou.Ela descobriu que os números não podiam decifra-la, muito menos explica-la.Não tinha um deus nem bando que a benzesse.Sentia algo pesar sobre suas costas, companhia não pedida da solidão, que cheias de truques a trancou numa caixa de música.Música ambiente num lugar barulhento e apenas ela podia ouvir.Olhava agora no céu um circulo estático e negro e sentia o mover das águas que se passavam em seu infinito.Trazia no rosto cansado marcas errantes que carregavam estrelas em sua abertura, discretamente ela brilhava.Estava vestida e povoada e ainda assim se sentia vazia, vazia como um planeta que não possui nenhum céu.Todo o silêncio a tonava faminta, uma grande ferocidade a possuía.Se calava pois seu não dizer dizia bem mais sobre tudo.Ela não falava nenhum idioma.Trajava uma propensão natural aos desencontros, seu destino era facultativo.Depois de tudo ela só podia pensar que naquela tarde nublada, fosse chover.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Ais
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