Guardo tua imagem na minha televisão, mas você é tão destrutiva.Não há solução além de ficar e sentir a solidão de nós.Tentar livrar-se das marcas, e lembrar de criar asas.Tentar entender esse verão que se fez só.Esquecer do que era perfeito, por o que sobrou no bolso, já que o passado não traduz mais o melhor.O nosso mal jeito dispensou nosso bem.Hoje você apenas está onde as coisas são lindas e os encontros são bons: nas minhas lembranças.Nossas frases estão perdidas no tempo, formam nuvens e logo mais um temporal cairá sobre mim.Construiamos sonhos imperiais, que hoje são marginais e vivem sozinhos, calados vagando pelas ruas vazias, e é pelas páginas policias de uma manchete de jornal que sabemos que ele está morto agora.Agora me recordo de uma noite boa, e de um aceno pela janela, te dizendo até logo.Ainda me sinto naquela janela, mas agora te dizendo adeus.Nos jogamos num rio e depois que já estávamos na água, descobrimos que não sabíamos nadar, fato é que nos afogamos.No nosso rio de pequenas desilusões.Demos o nosso melhor para nos curarmos dos golpes antigos, e veja só, numa esperança de cura acabamos por nos ferir mais.Já procuro esquecer a caixa na qual vou guardar o novo rascunho dessa velha historia, mas porque não rasgar e coloca-la ao fogo ?Veja só você, nada valeu a aventura se no final não há paz, nem liberdade.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Verão Que Se Faz Só
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