Ressuscitei minha flor na varanda lhe despejando toda a água necessária para matar sua sede, quando ela em pranto quase morria.Eu tenho uma sede que não passa e um pranto sereno que ninguém escuta.Jogo minhas percas para o alto na vã esperança de que virem estrelas, pequenos fragmentos brilhantes num céu que não posso tocar.Salvo a quem amo com o brilho certo de uma alma que grita.Troco a frequência dos ruídos permanentes e me perco em mim.Escuto coisas novas e alguém me ditando um atalho pra longe dessa caverna que me habita.Habita no interior do meu interior, como uma criança que chora em minha porta pedindo algo que não posso lhe dar, porque o tempo não volta e as coisas morrem.Levanto agora a cabeça e sinto o vento que passa em meus olhos, entendo então que em certas horas só podemos enxergar com os olhos bem fechados.Tapo as frechas das incertezas e me certifico do que tenho: Apenas uma história demorada pra contar.Salvei minha flor da morte lhe podando os galhos secos, enquanto meu coração padece pela falta de carinhoOs galhos secos que nascem em mim, esse não consigo podar e toda essa secura vem transformando em deserto o que antes era apenas mar.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Na Bagagem: Uma flor!
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