Na organização de toda a sua bagunça é onde eu quero acomodar os meus desagrados.Minha cama choramiga a qualquer simples movimento de minha quietude; talvez seja apenas um reclamo pela lembrança da sua falta.Meus sonhos, minhas esperas, meus cansaços se encontram hoje pintados de vermelho, vermelho da cor do seu cabelo.A luz tímida do meu quarto agora me lembra de tomar mais cuidado com os meus descuidos; de não deixar tão notório o fato de não me bastar mais palavras, de agora me ser necessário fitar teus olhos.O meu lembrar de você é muito leal, não me abandona nem mesmo nos meus perigosos esconderijos internos.Meus pecados poéticos, um dia te confessarei e espero que os guarde na tua mesa-de-cabeceira até que desbotem, pelo tempo, ou esquecimento.Dentro do meu quarto, teu mundo.Os desajeitados papéis pelo chão, são registros dos meus impensados pensamentos, são testemunhas das minhas idéias vagas, dos meus choros incompreendidos que choram a sua escassa presença.Os meu intermináveis e malsofridos pensamentos são como um grito que necessita se fazer ouvir.Minhas palavras - até as que não se fazem entender - agora são tuas.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Anfêmero Vermelho
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