Especialistas me analisam mas nada podem concluir.O que fui no pretérito já não passa nem perto do que sou eu no agora.Minha natureza é GRITANTE!Sobre o silêncio ? Já não me permito.Me encontro na claridade multicolorida do entardecer, na mudança das coisas.Me descubro em meio a bagunça que faço e carrego junto a mim.Somente me acho quando já tenho esquecido de me procurar.Dentro do peito carrego um bloco, mas pra ele, nunca é carnaval.Esforço-me dia e noite para amar minhas próprias dúvidas, como se cada uma delas fosse um livro oculto, um segredo nunca antes revelado, um idioma que não entendo.Minha solidão é grande por natureza e muito pesada, se fazendo dessa forma também bonita.Jogo minhas percas na benevolência dos acasos na busca de uma vã definição.Minha espécie é rara, e se acomoda na estranheza.O não ter também me descreve.Tenho o nada me ocupando as mãos, não posso vê-lo ou senti-lo.Penetro em mim mesma na busca e algo que me faça escrever e confesso que morreria se essa resposta me fosse negada.Tudo o que digo agora é um apelo do meu ser.Ninguém pode me acompanhar nesse momento porque estou distante e o meu espaço pode tocar as estrelas.Sou uma interrogação com grande vastidão e acredito a essa altura já ter abandonado o essencial.Concluo: Não posso me fazer compreender.
sábado, 5 de novembro de 2011
Sobre a Excessividade de Mim Mesma
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