sábado, 5 de novembro de 2011

Sobre a Excessividade de Mim Mesma

Especialistas me analisam mas nada podem concluir.
O que fui no pretérito já não passa nem perto do que sou eu no agora.
Minha natureza é GRITANTE!
Sobre o silêncio ? Já não me permito.
Me encontro na claridade multicolorida do entardecer, na mudança das coisas.
Me descubro em meio a bagunça que faço e carrego junto a mim.
Somente me acho quando já tenho esquecido de me procurar.
Dentro do peito carrego um bloco, mas pra ele, nunca é carnaval.
Esforço-me dia e noite para amar minhas próprias dúvidas, como se cada uma delas fosse um livro oculto, um segredo nunca antes revelado, um idioma que não entendo.
Minha solidão é grande por natureza e muito pesada, se fazendo dessa forma também bonita.
Jogo minhas percas na benevolência dos acasos na busca de uma vã definição.
Minha espécie é rara, e se acomoda na estranheza.
O não ter também me descreve.
Tenho o nada me ocupando as mãos, não posso vê-lo ou senti-lo.
Penetro em mim mesma na busca e algo que me faça escrever e confesso que morreria se essa resposta me fosse negada.
Tudo o que digo agora é um apelo do meu ser.
Ninguém  pode me acompanhar nesse momento porque estou distante e o meu espaço pode tocar as estrelas.
Sou uma interrogação com grande vastidão e acredito a essa altura já ter abandonado o essencial.
Concluo: Não posso me fazer compreender.

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