quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Errante Maneira de Fazer-me Eu


 Grandes acontecimentos há em mim, sou campo de guerra sou terra sem dono. Faz-me EU, reintegra-me o SER no reino das coisas.
Lança teu grito no meu silêncio, descobre-me, dá-me um nome. Quero olhar-te como a última-face-oculta emergida em mim, crava tuas verdades nas minhas verdades, revela-me ou destrói-me. porque de ti carrego uma saudade nos olhos que me faz parecer um calendário sem tempo, e digo-te ainda, entre estradas partindo para o que não sei estática aponto minha rosa dos ventos para tua face instável e fugidia. vim para ficar, não tenho parte com as coisas transitórias.

( Obra retirada do livro ' Retrato Abstrato'  da autora Maria do Carmo Barreto Campello )

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