sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Para Minha Rosa

Minha morena faceira usando vestindo rendado, tem os cabelos de mar caindo sobre os ombros. Minha mulher-rosa trás sorrisos nos olhos e uma boca pintada, resolvida a me dizer as mais belas das coisas.
Quando pisca os olhos devagar, olhando pra mim, a cidade se cala, a festa para e as crianças desfazem a roda; porque quando tu pisca assim, devagarzinho com esses dois guizos de fazer sorrir o tempo tira uma pausa pro café e essa luz, que só tu é mais ninguém possui, me serve de guia, alumia minha vida e me faz pensar que se eu pudesse, morena, tirava as dores do teu peito inquieto e guardava no bolso, te darias as flores todas, até as que desconheço e lhe diria que todos os poetas que falaram do perfume das rosas sem antes conhecer o teu, mentiram.
Da tua doçura, minha flor , da vontade da gente provar, e te escrevo pra dizer que a muito não posso lhe esquecer, que o fogo de tua lembrança me aquece e que se eu realmente pudesse, queria era nunca lhe ver sofrer.

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