Eu espero, meu amor, o dia em que tu possas ser a âncora que falta nesse meu barco à deriva, te espero em longas tardes vazias, te espero em longos contos de solidão, em silêncios que se prolongam com a noite, e o dia, e mais um dia.eu te espero como quem sabe esperar, como quem morre devagarzinho, sentindo a paz que isso lhe causa.Essa minha longa espera, amor, me serve de abrigo, onde ninguém além de você pode entrar.E eu que sempre te quis mais que a mim mesma, te entrego minhas tempestades esperando que você as transforme em raios de sol.Eu que sempre te quis Inundada numa enxurrada de ilusões, retratos e cores, que nunca me importei com o que trazias pra mim, mesmo que fosse sacolas vazias, rugas e mau humor.Eu que sempre te esperei a cada dia, depois da chuva, com asas e janelas abertas.Eu que te vi chegar dentro de mim correndo, sem nenhum aviso prévio, chorei ao te ver partindo mansinho, desse meu peito que, pra você, já tinha tornado abrigo, feito morada .Eu, dentro dessa minha busca permanente, desses meus transtornos, de tanto te esperar me perdi de ti , meu amor, e já não sei mais por onde andas.Dessa forma posso te afirmar, desvendastes esse meu mistério insolúvel.Eu, sempre tão cheia de razões, nunca soube te esperar, anjo meu.Dentro desses meus silêncios, nunca soube esperar por ti.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Sacolas Vazias, Rugas e Mau-Humor.
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