sábado, 5 de novembro de 2011

Para Minha Hóspede

Recordações dos instantes que eram nossos e órfãos dos cuidado seus foram ficando só em mim.
Pois pra quem tem um coração  mutilado por tantas desilusões ( o coitado já se agarra e se ampara em qualquer vagabunda esperança que lhe surja) a saudade é uma punição por demais impiedosa.
Lembra-se  das minhas angustiantes incertezas ?
Sou passageira de suas primaveras e hóspede de seus outonos.
Se eu te amo diferente é porque eu invento o meu amor.
Te peço que não arremesse contra mim o mais sujo e canalha dos sofrimentos, que não me fale de seus amores e de suas loucas paixões.
Segura essa barra, pega carona nos meus sonhos e vamos viver viver juntas, dessas surpresas que se encontra no acaso.
Vem comigo, estou cansada de ser só/eu/só, vem e vamos caminhar nesse junto, separadas.
Aprendi e gosto de viver no meio de tuas crises e conflitos, sem eles eu já não me acho em paz.
Estou machucada você bem sabe, coagida por certas palavras que acordam sobressaltando lembranças que assustam meus pensamentos felizes.
Sou a ficção da tua realidade... e por isso te escrevo.

Um comentário:

Diego Souza disse...

Tai, tu é muito foda, menina!